live education

coisas de professor – educação e entretenimento

Archive for the ‘avaliação’ Category

Rigor ou facilitismo na nova avaliação – editorial do DN – 26 de Nov. 2009

Posted by J L em Novembro 26, 2009

Não se conhecem razões objectivas, em nenhuma carreira profissional, para que aqueles que a percorrem tenham necessariamente de a terminar no seu escalão mais elevado, graças à mera passagem do tempo. Os lugares de topo são, por definição, escassos e investidos de especiais responsabilidades. É justamente por isso que uma avaliação de desempenho eficiente, simples e rigorosa, equilibrada e discriminadora – capaz de separar os medíocres da grande mediania e esta das actuações excepcionais – é uma ferramenta imprescindível para promover a subida de nível dos resultados em qualquer profissão.

Por maioria de razão, na dificílima tarefa que está cometida aos professores, cujos resultados não se medem em quantidades físicas nem em produtividades facilmente mensuráveis. A nova ministra da Educação avançou já com o gesto carregado de valor simbólico de abolir as duas categorias diferenciadas na carreira dos docentes não universitários, substituindo-o pela promoção sujeita a vagas. O problema da criação de um sistema de avaliação credível e separador do trigo e do joio, esse, mantém-se (ainda) em aberto.

Do passado, há um eco perturbador por parte da actuação dos professores: raríssimas foram as vozes entre eles que tiveram a inteireza de denunciar em público a farsa na qual se transformara a pretensa avaliação em vigor. Dava então muito jeito ir na onda (essa, sim, vergonhosamente facilitista!) de créditos amealhados tantas vezes sem critério ou de relatórios em copy-paste. A questão do momento é, assim, inquietante: poderá esta classe profissional renascer do seu laxismo moral do passado, pugnando hoje pela avaliação rigorosa e exigente que o futuro reclama?

fonte

assuntos relacionados:

a nova avaliação dos professores

Laxismo ou laxante?

 

 

Posted in avaliação, professores | Leave a Comment »

ADD – Resultados do questionário sobre a observação de aulas

Posted by J L em Novembro 23, 2009

Avaliação do Desempenho Docente e a observação de aulas (parte 1) – clica aqui

Avaliação do Desempenho Docente e a observação de aulas (parte 2) – clica aqui

Posted in avaliação, desenvolvimento profissional, professores, profissão | Leave a Comment »

ADD – PSD não cumpre programa eleitoral. Agora defende a substituição do actual modelo de avaliação em vez da suspensão. Vergonhoso ou não?

Posted by J L em Novembro 20, 2009

Deputados debateram ontem oito diplomas sobre avaliação dos professores e Estatuto da Carreira Docente. PSD acabou por ser o grande visado pelas críticas da restante oposição, por ter deixado cair a exigência de suspensão do actual modelo. Hoje, o PS vai viabilizar a proposta dos sociais-democratas. Já o PSD não dará o voto a favor ao CDS, BE e PCP.

O PSD não vai viabilizar os diplomas dos restantes partidos da oposição que defendem a suspensão da avaliação dos professores.

Ontem à noite, os sociais-democratas garantiam que a decisão de voto não estava ainda tomada – mas a dúvida prendia-se com a abstenção ou o voto contrário às propostas do CDS, Bloco de Esquerda e PCP. Sendo que qualquer uma destas situações trava a suspensão do processo: com a abstenção do maior partido da oposição, os votos do PS serão suficientes para chumbar os projectos dos outros partidos. Em sentido contrário, o PS assumiu ontem que vai viabilizar a proposta do partido de Manuela Ferreira Leite, que dá ao Governo trinta dias para negociar um novo acordo com as estruturas sindicais dos professores.

A posição dos sociais-democratas – que avançaram com um projecto que não defende a suspensão, mas a substituição do actual modelo – deixou ontem a bancada laranja sob o “fogo cruzado” de centristas, bloquistas e comunistas, durante o debate parlamentar de oito projectos sobre a avaliação e a carreira docente. “O que sugiro ao PSD é que não se deixe contagiar pelo receio que o Governo tem do verbo suspender”, afirmou o líder do CDS, Paulo Portas, defendendo que a “maioria dos portugueses votou pela suspensão do modelo de avaliação dos professores”, já que PSD, CDS, BE e PCP inscreveram esta medida nos respectivos programas eleitorais. “Porque é que suspendem o vosso programa para dar o direito ao PS de não suspender o modelo de avaliação”, questionou. O mesmo referiu o Bloco de Esquerda, com a deputada Ana Drago a citar o programa eleitoral dos sociais-democratas – “suspenderemos o actual modelo de avaliação”- para questionar se o maior partido da oposição “tem uma dúvida semântica com as palavras ‘compromisso de verdade’ [o título do programa eleitoral do PSD]”.

Bernardino Soares, líder parlamentar do PCP, acusou a bancada laranja de dar “um braço ao Governo, porventura à espera de enlaçar outro braço noutra matéria”. Heloísa Apolónia, do PEV, dirigiu-se à bancada liderada por José Pedro Aguiar-Branco: “O que é que o PSD negociou com o PS? Recebeu alguma coisa em troca?”.

Na resposta, o social-democrata Pedro Duarte acusou a restantes oposição de “estar obcecada com a conflitualidade partidária, esquecendo os interesses dos professores”.

“Os senhores estão agarrados à palavra suspensão, nós estamos agarrados à palavra solução”, acrescentou. Aguiar- Branco diria mais tarde que CDS, BE e PCP querem ficar pela “mera agitação” e decretou que “a crise acaba aqui”.

Se o PSD acabou por ser o grande visado pelas críticas dos pequenos partidos, o PS também não escapou, com toda a oposição a defender que só por teimosia e orgulho os socialistas não admitem a suspensão – até porque o ministério da Educação mandou já parar os procedimentos nas escolas para o segundo ciclo avaliativo. Nas bancadas do CDS, BE, PCP e PEV argumentou-se que é preciso dar validade legal a esta medida, precisamente através da suspensão do actual modelo. Jorge Lacão, ministro dos Assuntos Parlamentares, argumentou que os projectos em debate suspenderiam o primeiro ciclo de avaliação, que está actualmente a terminar, defendendo que seria “irresponsável criar uma condição jurídica que viesse a anular os efeitos” dessa avaliação.

fonte: DN

Posted in avaliação, professores | Leave a Comment »

Revogação do Estatuto da Carreira Docente –

Posted by J L em Novembro 7, 2009

Caros colegas,

Assinem o abaixo-assinado on line a favor da revogação do ECD. Clica aqui

 

Posted in avaliação, professores | Leave a Comment »

Tendência provisória da sondagem sobre a avaliação do desempenho e a observação de aulas (parte 2)

Posted by J L em Outubro 22, 2009

Posted in avaliação, educação, professores | 1 Comment »

Tendência provisória da sondagem sobre a avaliação do desempenho e a observação de aulas (parte 1)

Posted by J L em Outubro 22, 2009

Posted in avaliação, professores | 1 Comment »

Participa – Sondagem sobre a ADD e a importância da observação de aulas

Posted by J L em Outubro 21, 2009

De modo o poder fundamentar algumas das minhas opiniões, gostaria de escutar a opinião dos professores acerca da importância, ou não, da observação de aulas na avaliação do desempenho docente. Visto que estou a utilizar um programa grátis tive a necessidade de dividir este trabalho em duas partes. Para aceder a sondagem basta clicar nos links que se seguem:


Avaliação do Desempenho Docente e a observação de aulas (parte 1)
Avaliação do Desempenho Docente e a observação de aulas (parte 2)

Desde já agradeço a vossa colaboração, estando a disposição de esclarecer qualquer dúvida. Obrigado.

Posted in avaliação, educação, escola, professores | 5 Comments »

avaliação do desempenho – vários artigos para fazer download

Posted by J L em Julho 22, 2009

ver aqui 

Posted in avaliação | Leave a Comment »

ADD – alguns exemplos do desnorte nas escolas e na educação

Posted by J L em Julho 20, 2009

 

via MUP – Movimento Mobilização e Unidade dos Professores by ILÍDIO TRINDADE on 7/20/09

É impossível esconder o desnorte que grassa pelas escolas, em termos de avaliação de professores. Naturalmente, essa desgraça é resultado do desnorte do Ministério da Educação, da ministra, dos secretários de Estado, do primeiro-ministro.

 

Ao colocar todo o poder discricionário nos directores, já se sabia no que isto ia dar. Tal como nós, foram várias as vozes que alertaram atempadamente para os resultados do “Simplex”.

 

Tudo começou com a definição do calendário para a entrega dos OI, cujos prazos, de escola para escola, pareciam ser um toque a finados de ano inteiro. Depois, os presidentes dos CE/directores de umas escolas definiram objectivos para toda a gente; noutras, só o fizeram para quem não entregou os OI; noutras ainda, nada definiram.

Agora, no momento da entrega da FAA, as ilegalidades, injustiças, arbitrariedades, penalizações… Enfim, o desnorte continua.

 

O caso da Escola Secundária de Odivelas já é público; no Agrupamento Vertical de Escolas de Canedo, o director resolveu chamar, recentemente, todos os professores ao seu gabinete para explicarem as evidências daquilo que referiram na FAA; na Escola Secundária Ferreira de Castro, em Oliveira de Azeméis, foi permitida a entrega dos objectivos individuais até 15 de Julho, ou seja, ao prazo limite da entrega da auto-avaliação; no Agrupamento de Escolas de S. Teotónio, aos professores que não entregaram os OI foi dada a informação de que não seriam avaliados; numa escola dos arredores de Lisboa, a entrega da FAA é só em Setembro e os professores que não entregaram os OI nem sabem qual vai ser a atitude de quem dirige…

 

E os casos não acabaram nem vão, certamente, acabar aqui.

Um dos grandes objectivos da ministra da educação está a ser, de facto, conseguido: causar mal-estar e lançar a confusão nas escolas públicas, a troco de uma teimosia doente e, claro, da poupança de uns euros que ajudem a tapar os buracos das contas públicas.

Posted in avaliação, escola, professores | Leave a Comment »

ADD – Professores querem que classificações que lhes forem dadas este ano sejam ignoradas

Posted by J L em Julho 19, 2009

Sindicatos vão recusar o prolongamento do modelo simplex quando se reunirem com o ministério

a Na segunda-feira, sindicatos de professores e Ministério da Educação (ME) sentam-se à mesa para negociar. Mas qualquer acordo parece improvável. Depois de anteontem a ministra Maria de Lurdes Rodrigues ter anunciado que vai prorrogar o modelo simplificado da avaliação do desempenho dos docentes até que o original, que nunca chegou a ser aplicado, seja revisto, ontem as reacções pouco divergiam. Os sindicatos não só rejeitam que o regime transitório da avaliação se repita como pretendem que as classificações que os professores obtenham este ano não tenham consequências. 
A Federação Nacional de Professores (Fenprof) ameaça: a luta contra o modelo de avaliação “manter-se-á acesa, podendo comprometer a tranquilidade do início do próximo ano lectivo”. E a Federação Nacional do Sindicatos da Educação (Fne) insiste que está demonstrado que a versão simplex da avaliação (à luz da qual foram avaliados cerca de 100 mil docentes) criou injustiças “e distorceu o que deve ser uma avaliação”. 
Uma espécie de ensaio
João Dias da Silva, secretário-geral da Fne, e Mário Nogueira, da Fenprof, dão um exemplo: de acordo com o regime simplificado, os professores que pretenderam ter as classificações mais altas (de Excelente ou Muito Bom) tiveram que submeter-se a uma regra que, no modelo original, era obrigatória para todos. A saber: a observação, pelo coordenador do departamento curricular, de, pelo menos, três aulas leccionadas. Acontece, dizem os dirigentes sindicais, que a observação de aulas, que conta para a classificação dos avaliados, correu mal. 
Dias da Silva cita o próprio Conselho Científico para a Avaliação dos Professores, que concluiu recentemente que muitos professores avaliadores não se sentem “preparados nem à vontade” para observar as aulas dos colegas. “Têm-nos chegado relatos de total incompetência de quem observa”, conta o secretário-geral. “E muitos professores acharam que nas suas escolas não estiveram reunidas as condições para solicitarem a atribuição do Muito Bom ou Excelente.” 
Uma coisa é certa: alguns dos que acharam que tinham condições para se candidatar a uma nota mais alta, continua Nogueira, podem agora vir a concorrer, em situação mais favorecida, com quem se calhar até merecia a nota máxima mas não a pediu. Isto, já no concurso do próximo ano para contratados. “Injustiça!”, clama Nogueira.
Contactado pelo PÚBLICO, o ME lembra que no regime simplificado as notas de Regular ou Insuficiente já não penalizavam, de imediato, ninguém. Mas não fez mais nenhum comentário. Certo é que os sindicatos pedem mais. O ciclo que está prestes a terminar deve ser visto como um “ensaio”, dizem, ou uma experiência sobre “como não fazer uma avaliação”.
O ME pretende ouvir já na segunda-feira propostas de sindicatos sobre a aplicação do simplex. A revisão do modelo original ficará para depois. 
100 mil

professores terão, até ao fim do ano, Insatisfaz, Regular, Bom, Muito Bom ou Excelente 

 

 

Fim

© Copyright PÚBLICO Comunicação Social SA

 

Fonte:19 de Julho de 2009 – 15h22

Posted in avaliação, professores | Leave a Comment »