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ADD – Professores querem que classificações que lhes forem dadas este ano sejam ignoradas

Posted by J L em Julho 19, 2009

Sindicatos vão recusar o prolongamento do modelo simplex quando se reunirem com o ministério

a Na segunda-feira, sindicatos de professores e Ministério da Educação (ME) sentam-se à mesa para negociar. Mas qualquer acordo parece improvável. Depois de anteontem a ministra Maria de Lurdes Rodrigues ter anunciado que vai prorrogar o modelo simplificado da avaliação do desempenho dos docentes até que o original, que nunca chegou a ser aplicado, seja revisto, ontem as reacções pouco divergiam. Os sindicatos não só rejeitam que o regime transitório da avaliação se repita como pretendem que as classificações que os professores obtenham este ano não tenham consequências. 
A Federação Nacional de Professores (Fenprof) ameaça: a luta contra o modelo de avaliação “manter-se-á acesa, podendo comprometer a tranquilidade do início do próximo ano lectivo”. E a Federação Nacional do Sindicatos da Educação (Fne) insiste que está demonstrado que a versão simplex da avaliação (à luz da qual foram avaliados cerca de 100 mil docentes) criou injustiças “e distorceu o que deve ser uma avaliação”. 
Uma espécie de ensaio
João Dias da Silva, secretário-geral da Fne, e Mário Nogueira, da Fenprof, dão um exemplo: de acordo com o regime simplificado, os professores que pretenderam ter as classificações mais altas (de Excelente ou Muito Bom) tiveram que submeter-se a uma regra que, no modelo original, era obrigatória para todos. A saber: a observação, pelo coordenador do departamento curricular, de, pelo menos, três aulas leccionadas. Acontece, dizem os dirigentes sindicais, que a observação de aulas, que conta para a classificação dos avaliados, correu mal. 
Dias da Silva cita o próprio Conselho Científico para a Avaliação dos Professores, que concluiu recentemente que muitos professores avaliadores não se sentem “preparados nem à vontade” para observar as aulas dos colegas. “Têm-nos chegado relatos de total incompetência de quem observa”, conta o secretário-geral. “E muitos professores acharam que nas suas escolas não estiveram reunidas as condições para solicitarem a atribuição do Muito Bom ou Excelente.” 
Uma coisa é certa: alguns dos que acharam que tinham condições para se candidatar a uma nota mais alta, continua Nogueira, podem agora vir a concorrer, em situação mais favorecida, com quem se calhar até merecia a nota máxima mas não a pediu. Isto, já no concurso do próximo ano para contratados. “Injustiça!”, clama Nogueira.
Contactado pelo PÚBLICO, o ME lembra que no regime simplificado as notas de Regular ou Insuficiente já não penalizavam, de imediato, ninguém. Mas não fez mais nenhum comentário. Certo é que os sindicatos pedem mais. O ciclo que está prestes a terminar deve ser visto como um “ensaio”, dizem, ou uma experiência sobre “como não fazer uma avaliação”.
O ME pretende ouvir já na segunda-feira propostas de sindicatos sobre a aplicação do simplex. A revisão do modelo original ficará para depois. 
100 mil

professores terão, até ao fim do ano, Insatisfaz, Regular, Bom, Muito Bom ou Excelente 

 

 

Fim

© Copyright PÚBLICO Comunicação Social SA

 

Fonte:19 de Julho de 2009 – 15h22

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