Participa – Sondagem sobre a ADD e a importância da observação de aulas
Publicado por J L em Outubro 21, 2009
De modo o poder fundamentar algumas das minhas opiniões, gostaria de escutar a opinião dos professores acerca da importância, ou não, da observação de aulas na avaliação do desempenho docente. Visto que estou a utilizar um programa grátis tive a necessidade de dividir este trabalho em duas partes. Para aceder a sondagem basta clicar nos links que se seguem:
Avaliação do Desempenho Docente e a observação de aulas (parte 1)
Avaliação do Desempenho Docente e a observação de aulas (parte 2)
Desde já agradeço a vossa colaboração, estando a disposição de esclarecer qualquer dúvida. Obrigado.
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rabina.alba20@gmail.com disse
Questão: haverá possibilidade de ter acesso ao trabalho ?
J L disse
Claro que poderão ter acesso aos resultados do trabalho. Os resultados provisórios podem ser visto em:
http://joselucio2006.wordpress.com/2009/10/22/tendencia-provisoria-da-sondagem-sobre-a-avaliacao-do-desempenho-e-a-observacao-de-aulas-parte-1/
http://joselucio2006.wordpress.com/2009/10/22/tendencia-provisoria-da-sondagem-sobre-a-avaliacao-do-desempenho-e-a-observacao-de-aulas-parte-2/
Rosário disse
Completamente a favor da observação de aulas… numa lógica interna de autonomia das escolas… único ponto “bondoso” do sistema que agora está em falência
Isabel Guerreiro disse
Se há profissão mais escrutinada, avaliada e controlada é a nossa, em
que somos observados diariamente dentro e fora da sala de aula por colegas, inspectores,
funcionários, alunos e respectivos encarregados de educação a quem nada
escapa, quantas vezes até na nossa vida privada. Nas nossas escolas, todos
nós conhecemos os nossos colegas e as suas (desejavelmente) diferentes
formas de actuação profissional, sendo qualquer falha facilmente detectável.
A intromissão sistemática de um colega numa sala de aula com fins
avaliativos tende, naturalmente, a pôr em risco o bom ambiente – fundamental
para o trabalho numa escola -, confrontando colegas de um modo perverso (já
que são, à partida, potenciais concorrentes no percurso profissional) e a
fragilizar a autoridade e liberdade do professor (não me parece ainda que
seja formativo para o aluno a atitude “Big Brother is watching you” do
avaliador). NEM NO TEMPO DA DITADURA se praticava a assistência de aulas a
não ser no estágio ou, eventualmente, uma a três vezes por ano, no caso dos
professores provisórios (actuais contratados). Gosto do princípio de que o
professor, uma vez formado (e a sua formação é longa, exigente e
superavaliada), até prova em contrário, deve ser considerado e tratado como
um profissional altamente qualificado e responsável e, só em casos
excepcionais, de manifestos comportamentos inadequados, se deve actuar
inspectivamente. Não consigo imaginar aceitando sujeitar-se a tais práticas que alguns nos querem agora impor colegas
tão distintos como foram Sebastião da Gama, Virgílio Ferreira, Mário
Dionísio, Rómulo de Carvalho/António Gedeão e tantos outros hoje esquecidos,
tal como não consigo imaginar que profissionais com uma vertente humanística
tão acentuada como é a do professor sejam avaliados por “colegas
avaliadores” através de métodos como a observação da prática profissional,
elaboração de grelhas quantitativas e produtividade em termos de resultados
quantitativos. Quantas vezes só a médio ou longo prazo se pode comprovar se
o professor atingiu melhor ou pior os seus objectivos?
Não vejo ainda como a assistência ao exercício da profissão possa contribuir
para estimular a partilha de experiências e conhecimentos ou fomentar o
espírito cooperante/crítico, muito pelo contrário! Isso não significa que os
professores não possam abrir aos colegas a porta das suas salas de aula –
como sempre fizeram – mas por sua livre iniciativa e sem objectivos
controleiros.
Uma tal avaliação quantitativa, burocrática, controleira e penalizadora contraria, sem
dúvida, os princípios da escola pública republicana.
É urgente, sim, analisar à lupa factores impotantes tais como os programas, as reformas das últimas décadas, as condições das escolas, os horários inadequados dos alunos, o estatuto do aluno e outros e fazer a respectiva avaliação.
J L disse
ADD – Resultados do questionário sobre a observação de aulas
Avaliação do Desempenho Docente e a observação de aulas (parte 1) – clica aqui
Avaliação do Desempenho Docente e a observação de aulas (parte 2) – clica aqui